sábado, 8 de outubro de 2011
Deus, Pátria e Família
Parabéns, Música Dot Com!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Take Care, Take Care, Take Care
domingo, 2 de outubro de 2011
Watch the Throne
(Este texto foi originalmente publicado no Espalha Factos e pode ser visto aqui)
sábado, 10 de setembro de 2011
Festivais de Verão: resultados da votação
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Hot Sauce Committee Part Two
terça-feira, 30 de agosto de 2011
The Rip Tide

Com os pés em New Mexico, mas com o coração em cada um dos cinco continentes, Zach Condon decidiu começar, em 2006, os Beirut, projecto que funde a Indie Folk anglo-saxónica com a World Music, com uma forte predominância da música balcânica. Depois de dois discos bem recebidos pela crítica, Gulag Orkestar (2006) e The Flying Club Cup (2007), chegou-nos, a 2 de Agosto, o muito aguardado terceiro longa-duração do conjunto, The Rip Tide, que será sujeito a crítica hoje.
Confesso-me fã dos Beirut, e tenho duas razões bastante fortes para isso: Gulag Orkestar e The Flying Club Cup, para mim, dois discos de excepção. Enquanto que o primeiro surpreende pela inovação de fazer canções Pop à moda da Folk da Europa de Leste, o segundo encanta com os maravilhosos arranjos orquestrais (crédito de Owen Pallett), que levaram a música da banda para um outro plano, “polvilhando” a sonoridade base da banda com um pouco de Chanson Française.
Contudo, em The Rip Tide, assistimos a um passo atrás na evolução da sonoridade da banda, com o grupo de Zach Condon a criar um disco que aposta mais no cavaquinho, no acordeão e no trompete, e menos em orquestrações grandiosas. É certo que estas ainda se fazem sentir em certos momentos, mas o destaque aqui é desviado para um espírito mais intimista e “despido”, que não me soa nada mal.
Algo também bastante notório neste LP é a produção, clara e límpida, à semelhança de The Flying Club Cup. Esta clareza traz ao de cima os vocais de Condon, que fazem com que o disco consiga atingir uma grande proximidade com o ouvinte. Todas estas características fazem com que The Rip Tide seja um disco bastante aprazível de se ouvir.
Porém, nem tudo é positivo neste álbum. Um dos defeitos mais flagrantes é, sem dúvida, a diminuta duração do disco. Com apenas nove canções e uma duração de pouco mais de meia hora, este The Rip Tide é bastante curto, especialmente se considerarmos que o seu predecessor saiu em 2007.
Outra falha deste LP é, a meu ver, a falta de qualidade de algumas das canções que estão a meio do disco, que cortam o ritmo iniciado pelo belíssimo trio de faixas que abre o registo (A Candle’s Fire, Santa Fe e East Harlem). Esta “morte” do andamento ajuda a que o já curto álbum tenha ainda menos que se aproveite.
Destaco como melhores canções deste disco a melancólica Vagabond, a tocante Port of Call, que fecha o disco muito bem, e a minha favorita, a viciante Santa Fe, que com o seu sintetizador “saltitão” me lembra, por momentos, os The Magnetic Fields. Quanto às de que menos gostei, aponto Goshen, Payne’s Bay ou The Peacock, faixas que, a meu ver, têm uma clara falta de algo que as faça brilhar.
Em suma, The Rip Tide é um bom álbum, mas não é um disco que suceda condignamente a The Flying Club Cup. A curta duração e a inconsistência das canções são factores que só tiram pontos a um longa-duração que prima pela intimidade e “leveza”. Os que já são fãs dos Beirut irão, sem dúvida, ficar agradados com este LP, mas para quem está a conhecer agora este grupo recomendo que comece por outro disco.
Nota Final: 7,7/10
João Morais
(Este texto foi originalmente publicado no Espalha Factos e pode ser visto aqui)
domingo, 14 de agosto de 2011
In the Mountain in the Cloud

sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Codes and Keys

Vindos do frio estado de Washington, os Death Cab for Cutie, de Ben Gibbard, são uma banda já bem conhecida dentro e fora da cena Indie Rock norte-americana. Começando em 1997, o grupo já assinou sete discos de estúdio, sendo o mais recente, Codes and Keys, que chegou às prateleiras das lojas de música em Maio deste ano, e que será hoje analisado pelo Música Dot Com.
Apesar de ter começado a ouvir a obra dos Death Cab for Cutie recentemente, reconheço que daquilo que ouvi, gostei, e muito. A sonoridade intimista e as letras tristonhas que povoam a maioria das canções do grupo podem não ser do gosto de todos, mas é certo que, a mim, atingem um ponto frágil no meu coração. Contudo, confesso que o sexto disco da banda, Narrow Stairs (2007), não foi muito do meu agrado. Por isso, este Codes and Keys tinha uma tarefa relativamente fácil para suplantar o seu antecessor.
Se em Narrow Stairs assistíamos a um certo “negrume” nos riffs e nas letras, com a guitarra a ter bastante destaque, neste Codes and Keys encontramos uma banda com uma sonoridade muito mais “luminosa” e com letras mais alegres, com o piano a roubar o “papel principal”. Ocasionalmente, também encontramos uma instrumentação mais orquestral, e de quando em vez, o sintetizador também decide aparecer, explorando a sonoridade electro-acústica característica do outro projecto de Gibbard, os agora abandonados The Postal Service.
A produção deste disco também corta com o anterior Narrow Stairs, que tinha uma sonoridade mais suja e crua. Pelo contrário, este Codes and Keys utiliza um som mais límpido. Admito, sou fã de LP’s mais crus, mas este só ficou a ganhar com esta produção, que encaixa bem com a disposição geral do álbum. Todos estes factores fazem com que Codes and Keys seja um disco de grande qualidade.
No entanto, existem alguns defeitos. Se é verdade que esta faceta mais feliz de Gibbard traz consigo um som mais luminoso, a verdade é que discos como Something About Airplanes (1998) ou Transatlanticism (2003) conseguiam criar uma maior ligação com o ouvinte, devido às suas canções intimistas e enternecedoras. Não digo que os Death Cab for Cutie devessem manter-se sempre no mesmo registo, mas a verdade é que por vezes, esta alegria soa “forçada”, quando a tristeza lhes saía muito mais naturalmente.
Outra questão é a da falta de consistência que às vezes se sente; enquanto que canções como Codes and Keys (a belíssima faixa-título) ou Doors Unlocked and Open estão cheias de energia e brilho, faixas como Home is a Fire (que abre mal o disco, na minha opinião) ou St. Peter’s Cathedral acabam por despertar indiferença em mim, devido à falta de algo que agarre a minha atenção.
Destaco pela positiva a vibrante Doors Unlocked and Open, a poderosa Underneath the Sycamore, ou a minha favorita, You Are a Tourist, o primeiro single a ser extraído deste Codes and Keys, e que prima pela sua beleza em estado puro. Pela negativa, devo referir, Home is a Fire, Unobstructed Views, e St. Peter’s Cathedral, que a meu ver impedem que este disco atinja um patamar mais alto de qualidade.
Concluíndo, Codes and Keys é, a meu ver, uma melhoria em relação a Narrow Stairs, mas a verdade é que a alegria que preenche este disco, apesar de soar bem ao ouvido, ainda está um pouco longe do pico de qualidade alcançado pela banda em tempos anteriores. Fico à espera que, no próximo disco, os Death Cab for Cutie consigam trazer-nos um álbum ainda melhor. Contudo, não ficamos mal servidos com este Codes and Keys.
Nota Final: 7,8/10
João Morais
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Comunicado
Caros leitores,
Se por acaso são visitantes regulares do Música Dot Com, (tanto do blog como das redes sociais em que estamos presentes), já devem ter reparado na recente inactividade a que o MDC tem estado submetido. Começo, por isso, por pedir desculpas. No entanto, esta “hibernação” tem a sua razão de ser, e vou passar a explicá-la.
Para quem não sabe, eu, o criador do Música Dot Com, comecei a trabalhar para um jornal online chamado Espalha Factos (http://www.espalhafactos.com), onde vou passar a fazer basicamente o que faço aqui: reviews a discos e concertos dos mais variados géneros, em princípio duas vezes por semana. Por isso, tenho estado a concentrar-me nesse novo “posto”, daí que o Música Dot Com tenha ficado, nos últimos tempos, um bocado esquecido. Contudo, se pensam que este blog vai acabar, não se apoquentem; o MDC vai perdurar, pois todos os textos que eu escrever lá irão ser publicados (com algum atraso, como é evidente) aqui, no bom e velho blog que tem sido a nossa casa desde 8 de Outubro de 2009. Também irei escrever, quando o tempo me permitir, críticas a álbuns que não possa analisar no EF (especialmente os que estão mais atrasados, por desleixo meu).
Posto isto, espero que continuem a ser fiéis leitores deste nosso canto aonde nos dedicamos à belíssima arte que é a música. Espero também que tentem acompanhar os meus textos no Espalha Factos, para poderem saber em primeira-mão quais os meus pensamentos em relação aos mais variados discos.
Atenciosamente,
João Morais
(A minha primeira publicação no Espalha Factos pode ser vista aqui)





