domingo, 16 de outubro de 2011
Here Before
sábado, 8 de outubro de 2011
Deus, Pátria e Família
Parabéns, Música Dot Com!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Take Care, Take Care, Take Care
domingo, 2 de outubro de 2011
Watch the Throne
(Este texto foi originalmente publicado no Espalha Factos e pode ser visto aqui)
sábado, 10 de setembro de 2011
Festivais de Verão: resultados da votação
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Hot Sauce Committee Part Two
terça-feira, 30 de agosto de 2011
The Rip Tide

Com os pés em New Mexico, mas com o coração em cada um dos cinco continentes, Zach Condon decidiu começar, em 2006, os Beirut, projecto que funde a Indie Folk anglo-saxónica com a World Music, com uma forte predominância da música balcânica. Depois de dois discos bem recebidos pela crítica, Gulag Orkestar (2006) e The Flying Club Cup (2007), chegou-nos, a 2 de Agosto, o muito aguardado terceiro longa-duração do conjunto, The Rip Tide, que será sujeito a crítica hoje.
Confesso-me fã dos Beirut, e tenho duas razões bastante fortes para isso: Gulag Orkestar e The Flying Club Cup, para mim, dois discos de excepção. Enquanto que o primeiro surpreende pela inovação de fazer canções Pop à moda da Folk da Europa de Leste, o segundo encanta com os maravilhosos arranjos orquestrais (crédito de Owen Pallett), que levaram a música da banda para um outro plano, “polvilhando” a sonoridade base da banda com um pouco de Chanson Française.
Contudo, em The Rip Tide, assistimos a um passo atrás na evolução da sonoridade da banda, com o grupo de Zach Condon a criar um disco que aposta mais no cavaquinho, no acordeão e no trompete, e menos em orquestrações grandiosas. É certo que estas ainda se fazem sentir em certos momentos, mas o destaque aqui é desviado para um espírito mais intimista e “despido”, que não me soa nada mal.
Algo também bastante notório neste LP é a produção, clara e límpida, à semelhança de The Flying Club Cup. Esta clareza traz ao de cima os vocais de Condon, que fazem com que o disco consiga atingir uma grande proximidade com o ouvinte. Todas estas características fazem com que The Rip Tide seja um disco bastante aprazível de se ouvir.
Porém, nem tudo é positivo neste álbum. Um dos defeitos mais flagrantes é, sem dúvida, a diminuta duração do disco. Com apenas nove canções e uma duração de pouco mais de meia hora, este The Rip Tide é bastante curto, especialmente se considerarmos que o seu predecessor saiu em 2007.
Outra falha deste LP é, a meu ver, a falta de qualidade de algumas das canções que estão a meio do disco, que cortam o ritmo iniciado pelo belíssimo trio de faixas que abre o registo (A Candle’s Fire, Santa Fe e East Harlem). Esta “morte” do andamento ajuda a que o já curto álbum tenha ainda menos que se aproveite.
Destaco como melhores canções deste disco a melancólica Vagabond, a tocante Port of Call, que fecha o disco muito bem, e a minha favorita, a viciante Santa Fe, que com o seu sintetizador “saltitão” me lembra, por momentos, os The Magnetic Fields. Quanto às de que menos gostei, aponto Goshen, Payne’s Bay ou The Peacock, faixas que, a meu ver, têm uma clara falta de algo que as faça brilhar.
Em suma, The Rip Tide é um bom álbum, mas não é um disco que suceda condignamente a The Flying Club Cup. A curta duração e a inconsistência das canções são factores que só tiram pontos a um longa-duração que prima pela intimidade e “leveza”. Os que já são fãs dos Beirut irão, sem dúvida, ficar agradados com este LP, mas para quem está a conhecer agora este grupo recomendo que comece por outro disco.
Nota Final: 7,7/10
João Morais
(Este texto foi originalmente publicado no Espalha Factos e pode ser visto aqui)
domingo, 14 de agosto de 2011
In the Mountain in the Cloud

sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Codes and Keys

Vindos do frio estado de Washington, os Death Cab for Cutie, de Ben Gibbard, são uma banda já bem conhecida dentro e fora da cena Indie Rock norte-americana. Começando em 1997, o grupo já assinou sete discos de estúdio, sendo o mais recente, Codes and Keys, que chegou às prateleiras das lojas de música em Maio deste ano, e que será hoje analisado pelo Música Dot Com.
Apesar de ter começado a ouvir a obra dos Death Cab for Cutie recentemente, reconheço que daquilo que ouvi, gostei, e muito. A sonoridade intimista e as letras tristonhas que povoam a maioria das canções do grupo podem não ser do gosto de todos, mas é certo que, a mim, atingem um ponto frágil no meu coração. Contudo, confesso que o sexto disco da banda, Narrow Stairs (2007), não foi muito do meu agrado. Por isso, este Codes and Keys tinha uma tarefa relativamente fácil para suplantar o seu antecessor.
Se em Narrow Stairs assistíamos a um certo “negrume” nos riffs e nas letras, com a guitarra a ter bastante destaque, neste Codes and Keys encontramos uma banda com uma sonoridade muito mais “luminosa” e com letras mais alegres, com o piano a roubar o “papel principal”. Ocasionalmente, também encontramos uma instrumentação mais orquestral, e de quando em vez, o sintetizador também decide aparecer, explorando a sonoridade electro-acústica característica do outro projecto de Gibbard, os agora abandonados The Postal Service.
A produção deste disco também corta com o anterior Narrow Stairs, que tinha uma sonoridade mais suja e crua. Pelo contrário, este Codes and Keys utiliza um som mais límpido. Admito, sou fã de LP’s mais crus, mas este só ficou a ganhar com esta produção, que encaixa bem com a disposição geral do álbum. Todos estes factores fazem com que Codes and Keys seja um disco de grande qualidade.
No entanto, existem alguns defeitos. Se é verdade que esta faceta mais feliz de Gibbard traz consigo um som mais luminoso, a verdade é que discos como Something About Airplanes (1998) ou Transatlanticism (2003) conseguiam criar uma maior ligação com o ouvinte, devido às suas canções intimistas e enternecedoras. Não digo que os Death Cab for Cutie devessem manter-se sempre no mesmo registo, mas a verdade é que por vezes, esta alegria soa “forçada”, quando a tristeza lhes saía muito mais naturalmente.
Outra questão é a da falta de consistência que às vezes se sente; enquanto que canções como Codes and Keys (a belíssima faixa-título) ou Doors Unlocked and Open estão cheias de energia e brilho, faixas como Home is a Fire (que abre mal o disco, na minha opinião) ou St. Peter’s Cathedral acabam por despertar indiferença em mim, devido à falta de algo que agarre a minha atenção.
Destaco pela positiva a vibrante Doors Unlocked and Open, a poderosa Underneath the Sycamore, ou a minha favorita, You Are a Tourist, o primeiro single a ser extraído deste Codes and Keys, e que prima pela sua beleza em estado puro. Pela negativa, devo referir, Home is a Fire, Unobstructed Views, e St. Peter’s Cathedral, que a meu ver impedem que este disco atinja um patamar mais alto de qualidade.
Concluíndo, Codes and Keys é, a meu ver, uma melhoria em relação a Narrow Stairs, mas a verdade é que a alegria que preenche este disco, apesar de soar bem ao ouvido, ainda está um pouco longe do pico de qualidade alcançado pela banda em tempos anteriores. Fico à espera que, no próximo disco, os Death Cab for Cutie consigam trazer-nos um álbum ainda melhor. Contudo, não ficamos mal servidos com este Codes and Keys.
Nota Final: 7,8/10
João Morais






